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Núcleo Bernardelli

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Fundado no Rio de Janeiro, em 1931, teve como seu primeiro presidente Edson Motta. Manteve-se atuando até 1942 e, entre seus integrantes, estavam Ado Malagoli, Bruno Lechowski, José Pancetti, Bustamanete Sá, Eugênio Sigaud, João Rascata, Joaquim Teneiro, Manoel Santiago, Milton Dacosta, Yuji Tamaki, Yoshiya Takaoka e Quirino Campofiorito, este último presidente.

Os dois objetivos básico do Núcleo foram a democratização do ensino de arte na Escola Nacional de Belas-Artes e a participação dos novos artistas no Salão Nacional de Belas Artes.

Oriundos, quase todos, da classe média baixa os artistas trabalhavam todos os dias e o dia todo para poder, à noite, exercitar o desenho com modelo vivo e, nos fins de semana, percorrer os subúrbios do Rio de Janeiro tematizado em seus quadros. Se os modernitsas de 22 escolheram o Teatro Municipal para manifestar sua insatisfação cultural, os “artistas de 30” reuniam-se no porão da Escola Nacional e, depois, em sobrados de velhos prédios. Enquanto os primeiros buscavam ocupar um espaço nacional, o Núcleo Bernardelli queriam conquistar um espaço profissional. Os primeiros discutiam, os segundos aprendiam. Os primeiros debatiam publicavam manifestos, os segundos expunham e lutavam em duas frentes, tentando minar o edifício acadêmico.

A criação de uma Divisão Moderna no Salão Nacional, em 1941, e, dez anos mais tarde, o próprio desdobramento do Salão em dois (um só para arte moderna), podem ser contados como conquistas que resultaram da atuação desse Núcleo.

Destacamos os artistas:

Milton Dacosta (1915-1988) foi pintor, desenhista, gravador e ilustrador carioca. Inicialmente, pintou composições figurativas e paisagens. Em 1941, começou a fazer figuras humanas geometrizadas, tendo como referência o Cubismo. Em 1946, vai para Europa e após visitar vários países, fixa-se em Paris, onde estuda na Académie de La Grande Chaumière. Conhece Pablo Picasso, por intermédio de Cicero Dias, e frequenta os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expõe no Salon d’Automne e regressa ao Brasil em 1947. Em 1949, casa-se com a pintora Maria Leontina. Na década de 1950 aderiu ao Abstracionismo Geométrico, e sua pintura é marcada por influências concretas e neoconcretas.

José Pancetti (1904-1958) foi um pintor modernista paulista. Nascido numa família humilde de imigrantes da Toscana, ele viveu durante sua infância em Campinas. Aos onze anos, ele e uma de suas irmãs, são levados para a Itália para viver sob os cuidados de um tio e dos avós. Lá, teve diversas profissões, vive no campo, na marinha mercante, mas não se adapta a nenhuma delas. Vive pelas ruas de Gênova, até que o consulado brasileiro o repatria ao Brasil. Alista-se na Marinha de Guerra do Brasil, onde permaneceria até 1946, onde descobre seu talento artístico. Considerado um dos grandes paisagistas da pintura nacional. Destaca-se por suas numerosas e belas marinhas.


COMO CITAR:


IMBROISI, Margaret; MARTINS, Simone. Núcleo Bernardelli. História das Artes, 2025. Disponível em: https://www.historiadasartes.com/nobrasil/arte-no-seculo-20/modernismo/nucleo-bernardelli/. Acesso em 29/03/2025.

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